Samie, de Algum Modo, Um Motivo para se Viver.

17 de Abril de 2023

17 de Abril de 2023

 O sangue corria ferozmente pelo meu corpo, minhas mãos pulsavam, minhas costas estavam quentes e ardentes, segurava com força as mãos da Samie, apertando com cada vez mais intensidade, ela fervia também, sua boca deslizava no meu pescoço tão fortemente quando seus peitos no meu. Eram oito da noite e já não existia qualquer sinal de luz dentro do quarto, tudo que deveria estar na cama além de nós, estava no chão, fazia um tempo que estávamos ali molhados e entregues a prazeres e orgasmos. Eu a mordia, no pescoço, no peito, na nuca, nas pernas e na barriga. Lambia Samie com vontade até suas pernas empurrarem meus ombros, sua respiração saía quente e rápida, ríspida e com voz roca, seus olhos castanhos estavam quase fechados, os cachos ruivos ensopados e grudados ao rosto, em certo momento, a levantei e a coloquei em meu colo, de frente para mim enquanto a beijava, ela arranhava meus braços e minhas costas de modo que eu quase sentia o sague saltando pela minha pele, e ela subia e descia rápido o suficiente para tirar a camisinha do meu pau de dez em dez segundos. 

Peguei sua nuca de modo que a puxasse para trás, a olhei nos olhos enquanto ela sentava em mim, eu estava frio, um arrepio incontrolável descia pela minha coluna enquanto as bochechas de Samie ficavam cada vez mais vermelhas, uma maré de ondas de ventos se instalou no quarto, e a foda ficou mais rápida, as pernas da Samie tremiam e suas unhas literalmente cravavam as minhas costas, e eu sentia o sangue descer. A coloquei de costas na cama e fiquei em cima dela, peguei em seu pescoço e fiquei colado em seu rosto, olhando ainda seus olhos, enquanto com a outra mão eu apertava sua coxa com força enquanto eu metia. Um tempo depois, a noite que já havia se instalado, dominava e, Samie dormia enquanto eu estava na janela, bebendo a segunda garrafa de vinho olhando os carros, eram dez da noite e logo mais mamãe chegaria em casa, fui tomar um banho e deixei Samie dormindo no quarto, meus nervos se acalmaram tempo depois da ação e meu corpo estava exausto, minha mente estava pesada enquanto a tristeza fluía calmamente como mercúrio dentre minhas entranhas, eu sentia a água descer pelos meus ombros, até alcançar os arranhões em minhas costas. Em momentos assim a minha mente se sente confusa, a tristeza, a paixão e o amor, a enfermidade psicológica, são tantos extremos ao mesmo tempo que de certo modo não sei como me sentir, apenas sinto. O silêncio da noite fazia o barulho da água caindo bem alto, Samie abriu a porta do banheiro, ainda estava sem roupa, entrou no chuveiro e eu a abracei. — Boa noite, meu bem. — Boa noite, amor, disse Samie, me olhando enquanto a água descia em seu rosto. 

Ficamos abraçados por um tempo, lavei o meu cabelo e o dela, a alisei tão lentamente que fui capaz de me sentir calmo e em paz por alguns instantes, deixei ela no chuveiro a fim de terminar seu banho e fui para a cozinha abrir a última garrafa de vinho que havia, eram quase onze da noite quando mamãe me ligou, me disse que iria beber depois do trabalho com os amigos do trabalho, e que voltaria de madrugada. Samie saiu do banheiro de calcinha e sutiã, avisei sobre minha mãe e resolvemos ligar para o pai dela para avisar que ela iria dormir na minha casa, seus país não dão trabalho e gostam muito de mim, então ele deixou. Abri o armário e encontrei um pacote de salgadinhos de pimenta, o coloquei em um pote e deixei em cima do balcão, Samie estava na sala deitada no tapete, tocava Sextape de Deftones ao fundo. A puxei pelo braço levantando-a, segurei seus cachos molhados atrás da cabeça e a beijei, ela gemeu quase silenciosamente e a segurei pelas pernas enquanto a levava para o sofá. Mordi seus peitos, suas mãos seguravam meus cabelos e suas pernas estava entrelaçadas nas minhas costas, eu a amo, de modo puro e do modo egoísta. O modo egoísta é o prazer e as necessidades atendidas, o cuidado, o jeito que ela geme no meu ouvido enquanto meus dedos estão dentro dela, seu beijo, sua bunda, seus leves cachos ruivos e sua voz. —Tem certeza que sua mãe só vai chegar de madrugada? Perguntou Samie com a voz baixa, confirmei com a cabeça e a beijei novamente, beijei seu pescoço e descia cada vez mais, sua barriga, até a boceta, eu chupava cada parte dela, e lambia. Suas pernas estavam sobre o meu ombro, eu sentia sua pele macia das coxas em minhas bochechas, seus gemidos ecoavam pelos meus ossos enquanto seus dedos alisavam meu cabelo. Então eu levantei, tirei a camisa e olhei para Samie, e ela me olhou sorrindo, suas pernas estavam vermelhas por conta de minhas mãos e seus peitos tinham marcas de mordida por todo lado, acredito que ela estava rindo pelo estado que meu cabelo se encontrava. Abaixei minha calças e tirei uma camisinha do bolso, não a muito tempo eu havia gozado, e isso significa que dessa vez iria demorar bastante para acontecer de novo, eu já estava de pau duro e com certeza no clima, Samie aguentaria 4 horas se tivéssemos esse tempo e eu essa capacidade de aguentar tudo isso. Tocava Falsa Valsa, do Adorável Clichê, e eu metia com força enquanto segurava os peitos de Samie, ela aguentava tudo e na potência máxima. Lentamente, uma chuva começou do lado de fora acompanhada de trovoadas, nossas peles se arrepiavam com a forte onda de ventos frios, o coral de nossos gemidos em conjunto foi o último alto som produzindo na casa, após isso levei Samie para o quarto, em pouco tempo ela dormiu e eu me encontrava em meu estado de sempre: insônia e sua grande irmã, tristeza. 

— Amargas rosas, doces cerejeiras, fascinantes pedras brilhantes de seus olhos que tornam todas as noites em belos casamentos, cantei mentalmente algo que eu não fazia ideia do que era, mas assim o fiz. Mantive meus olhos no teto, enquanto em algum lugar dele eu procurava um resquício de sono e oportunidade de apagar, acariciei os cabelos já secos de Samie e me virei, fechei meus olhos e retornei a esperar o tempo que fosse necessário para minha mente desligar. Isso ocorreu pouco tempo depois de eu ouvir a porta da sala se fechando, mamãe estava em casa e sabia que não devia nos incomodar no quarto, e então adormeci. Assim se encerra um daqueles dias que podem ser chamados de bom, a tristeza ainda estava lá, a agonia e a frustração também, mas acompanhadas de satisfação, carinho e paixão, e isso eleva um pouco minhas energias. Amar alguém quando nem mesmo a vida você não consegue amar, tornam as coisas um pouco mais mágicas até mesmo para os mais pessimistas e céticos, majestosos sorrisos e gargalhadas podem sim salvar uma noite (não uma vida, mas uma noite. E basta-me sendo sincero, não procuro muito a cima, o hoje me basta).

𝑴𝒖𝒓𝒊𝒍𝒐.


[Republicação: Postagem original em 16/11/2022, no Blog Thenowhereroom, link do post original: Samie, de Algum Modo, Um Motivo para se Viver.]